Na quinta-feira, 29 de outubro, a Casa de Vida Diária da APAE de Porto União se transformou em um espaço de memórias, histórias e emoções. A iniciativa, organizada pela turma SC II Matutino, sob a orientação das professoras Bruna e Janete, promoveu um resgate histórico dos costumes, brinquedos e objetos que fizeram parte da vida das gerações passadas.

A atividade integrou a programação especial da Semana do Idoso e convidou os participantes a revisitar um tempo em que a criatividade era essencial para as brincadeiras e muitos objetos do cotidiano eram produzidos e utilizados de maneira diferente da atualidade.

O percurso começou com a apresentação de brinquedos tradicionais, como carrinhos feitos de latas de azeite, cataventos confeccionados com folhas e bonecas de espiga de milho. Além de despertar a curiosidade, os objetos resgataram aspectos das origens rurais da região e de uma infância marcada por brincadeiras simples e muita imaginação.

Na sequência, as professoras conduziram os participantes por uma viagem aos costumes domésticos de antigamente. A exposição apresentou objetos e práticas de uma época em que nem todas as residências contavam com energia elétrica, as roupas eram lavadas em tábuas, os banhos aconteciam em gamelas e os ferros de passar roupa eram aquecidos com brasas. A decoração, marcada por cores e peças de crochê, ajudou a recriar a atmosfera das antigas casas de família.

A ambientação ganhou ainda mais significado com a exposição de fotografias dos próprios educandos idosos durante a infância e a adolescência. As imagens, acompanhadas de utensílios antigos, aproximaram a experiência das histórias pessoais dos participantes, tornando o resgate histórico ainda mais afetivo.

Mais do que apresentar objetos de outras épocas, a atividade proporcionou momentos de reconhecimento e valorização das trajetórias de vida. As lembranças despertadas remeteram às casas dos avós, aos sabores da infância e aos pequenos detalhes do cotidiano que permanecem vivos na memória, mesmo com o passar dos anos.

A iniciativa reforçou a importância de valorizar a história de cada pessoa, preservar as memórias afetivas e reconhecer a riqueza das experiências acumuladas ao longo da vida. Afinal, revisitar o passado também é uma forma de celebrar as raízes, a identidade e as histórias que continuam fazendo parte de quem somos.